terça-feira, 6 de abril de 2010

Velas

Corro contra as paredes
As que me limitam a vida.
Quero fugir como um prisioneiro
E limar cada ferro que me impede de ver o sol.

O peso que trago agarrado ao pé,
É apenas o mundo que arrasto em vida
E levo-me até às areias movediças
Para que não me segurem pelo coração.

Quero fugir para longe
Sabendo que te pertenço para sempre.
És o meu conforto
Das estrelas que vão fazendo brilhar o céu.

Agarro-me à cruz que carrego,
E levo-te, para que saibas que és tu que me dás força.
Caminho até ao lugar do mundo
E apenas vou parar quando cansar.

Não me sacrifico,
O acto apenas mostra que não quero contrapartidas.
Sou apenas mar
Que vai e vem sempre de forma diferente.

Julgo-me por todos os actos,
Sei que o correcto, nunca o farei.
É do erro que aprendo e no corpo que noto,
O sangue que corre, não é mais do que a vida.

Avisto-te pelo meu desejo.
Quero apenas ficar
Não vou voltar ao corrupio,
Vou navegar só contigo.

J - 2010


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