Por aventuras morri.
Colhi o que demais abusei.
Sinto que os pequenos pedaços de ti,
Estão espalhados neste chão móvel.
Vou procurar todos os bocados,
Mesmo os que têm o tamanho de um grão de areia.
Se o mundo é grande,
O que sinto por ti é ainda maior.
Vou arriscar a minha vida,
Porque sem ti, a vida é um mar libertino.
Quero o brilho cristalino nos teus olhos,
Mas não o que é salgado…
Tenho saudades dos teus olhos doces e ternurentos.
Procuro na vida, razões para continuar
E estás sempre presente.
O caminho que percorro não é deserto,
Mas a aventura sem ti,
É apenas um leito vazio.
Quero explorar e mostrar-te.
Só que também quero ver.
Mais do que montanhas,
Mais do que mar,
Mais do que as belezas naturais,
Quero ver-me nos teus olhos.
Saboreio a tua doce saliva,
Aquela que já não é mais sentida.
Castro-me porque sei que te quero explorar,
Quero aventurar-me no brilho.
Apelido-te de esmeralda,
Da cor dos meus olhos que te vêem.
J - 2010

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