terça-feira, 11 de setembro de 2007

Devaneios de 1 Ser

Grita lá no alto do monte,

Um homem de dor e sofrimento.

Sente falta da batida do coração que o aquecia

Naquelas noites frias...

A revolta daquele grito, contrastava com a ternura de quem via de fora.

Ninguém poderia compreender o sentimento.

Olhos esbugalhados e assustados com a falta de Amor.

Fino corte,

Profundo coração.

O sangue derrama sobre o monte...

A dor desaparece num último suspiro de Amor.

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Voando sobre o monte,

A carne morta é devorada.

A fusão entre a carne e a terra decorre lentamente.

A união de duas pessoas é imediata.

Devoram-se de amor.

E também assim vão voando.

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Ele dá a mão e ela seu coração.

Juntos do precipício olham para o céu.

Voam livremente.

Querem morrer juntos...

No entanto, para isso têm de viver uma vida inteira.

A vida é como um precipício.

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De queda livre se aparece no mundo.

Num instante se aprende a sobreviver.

De repente, se cresce.

Num ínfimo momento se ama.

De um momento para o outro se morre.

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Num papel se escreve.

Todos os dias temos um papel perante a sociedade.

Num papel se pede o mundo.

Num papel temos a nossa vida.

Num livro reunimos a nossa vida e indicamos a nossa morte.

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Chora lá no monte ainda em sangue.

Embrulhado em lençóis e água.

Liberta um choro

Corta-se o cordão da união

É assim a vida.

Liberta-se de uma pessoa e procura-se por outra que nos dê o mesmo conforto.

Sente a realidade do mundo e o frio que ele tem.

Abraça-o,

Porque nasce-se a chorar.

Vive-se a rir.

Morre-se como se nasceu.


J - 2007

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