Por vezes quero ser uma pedra da calçada.
Aquela típica e comum dos grandes bairros.
Quero ser um balão de ar quente,
Associados a paisagens belas em espaços verdes.
Voar suavemente e em liberdade total.
Quero ser a lua que acompanha as pessoas
E se renova temporariamente na limpeza da aura.
Quero ser revolta!
Quero ser fogo e limpar o que nos apoquenta.
Decidem o destino de ânimo leve
De um país com história e valores,
Que apenas aparecem nos maus momentos.
Há que ser os velhos do Restelo
Mas de mente aberta
Mostrando capacidades de inovação.
Temos que lutar e governar o que está desgovernado.
Não temos de combater a desigualdade,
Mas começar por combater quem a cria.
Unidos,
Venha quem vier,
A maioria toma a decisão.
J - 2010
