Espaço branco no infinito
Negro devaneio no sentido.
Nevoeiro intenso de uma manhã solitária.
Frio escaldante que nos entorpece as mãos.
Energia sentida e perdida no universo
Que nos envolve duramente.
Mão pesada, arrepio tocante e lavagem mental.
De céu enegrecido, se contam os passos dados.
Chuva que cai com inércia...
Triste e friamente.
Cada pingo gelado faz sentir o cheiro.
Emadeirado e intenso.
Sentem-se agulhas na cabeça
E deixa-se adormecer pela dor.
Húmido e frio.
Sente-se a natureza a desfalecer em volta.
Vozes ocas se ouvem...
Evocando dizeres antigos.
Cada pedaço atirado,
É uma seta no coração.
Quente.
Gélido.
É o cheiro da terra que nos faz viver,
Mas que nos leva para outro Mundo.
J - 2007
