sábado, 29 de dezembro de 2007

Sentidos da Terra

Espaço branco no infinito

Negro devaneio no sentido.

Nevoeiro intenso de uma manhã solitária.

Frio escaldante que nos entorpece as mãos.

Energia sentida e perdida no universo

Que nos envolve duramente.



Mão pesada, arrepio tocante e lavagem mental.

De céu enegrecido, se contam os passos dados.

Chuva que cai com inércia...

Triste e friamente.

Cada pingo gelado faz sentir o cheiro.

Emadeirado e intenso.

Sentem-se agulhas na cabeça

E deixa-se adormecer pela dor.

Húmido e frio.

Sente-se a natureza a desfalecer em volta.

Vozes ocas se ouvem...

Evocando dizeres antigos.

Cada pedaço atirado,

É uma seta no coração.



Quente.

Gélido.

É o cheiro da terra que nos faz viver,

Mas que nos leva para outro Mundo.



J - 2007

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