quarta-feira, 23 de julho de 2008

Negra

Negra

O anjo que me ligava à Terra, desapareceu...
Onde estás tu?
Grito e apenas oiço o eco.
A minha própria voz neste vazio.
Onde está a chama que aquecia?
Sinto o frio a entrar nos ossos...
O coração bate levemente.
Estou a esmorecer neste negro pesado.
Uma única lágrima cai.
Dizer adeus é um alívio para os seres
Não te sinto
Quero-te!
Não me abandones...

A minha vida continuará sempre da mesma forma.
Negra.
Vazia.
Fria.

A chama esmorece,
Sempre contigo no pensamento.

Amo-te.

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J -2008


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Brilho

A lua perdeu-se no céu,
Levitando nas suas asas invisíveis.
Brilha como fogo
Sobre um frio ardente.
Desenha sobre os objectos,
Os contornos nocturnos.
Toca levemente na água,
Em direcção ao infinito profundo.
Toca em tudo que vê.
Sente-se a sua presença,
Mesmo quando não se vê.
Olho perante ela
À procura de ti.
Vejo-te nela
Como se fosse um espelho em mim.
Leva-me para junto de ti.

J - 2008


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