Já não sei o que sonho.
Não sei o que sonhar.
Os sabores estão misturados
E da amargura apareceu o doce sabor.
Vejo ao longe o doce sabor de que sou desencaminhado
Mas sou mais sincero aos meus verdadeiros sentimentos.
Se a minha tiver como sabor, o amargo,
Que seja!
Sem problemas encaro esse sabor.
A importância que se dá às coisas,
É o que nos envolve.
Tirarei o maior proveito se for teu sabor
Me asperiza o céu-da-boca e me envolve na língua.
Já não me importa o que sonho.
A expectativa tornou-se inimiga,
Rodeia-me da forma errada
E eleva-me do chão,
Levando-me em viagens que me iludem
Como se vestisse as asas de um anjo.
Não tornarei negro.
A cor dará o sabor
Mostrar-me-á um caminho sem retorno.
Vou em frente e só pararei,
Para ver a cor a surgir no céu
Como a alegria do meu olhar.
J - 2010
