Preciso de espaço.
Sinto o sufoco a apertar-me.
O lobo enjaulado crispa-se às tentativas de aproximação.
Quero caminhar lentamente,
A um ritmo ligeiro e sem definições.
Alheio a futuras procuras,
Estão a sujar-me num desejo que não desejo.
Falta-me o ar num cubo gelado
Atiram-me para um precipício
E não retorno até me desligar.
O sentido deixa de fazer sentido
E eclipso-me de ideias revigorantes.
A apatia aperta-me.
Algema-me numa árvore perdida na floresta negra.
O sabor desvanece…
Não luto na luta que é perdida pela força.
Preciso de espaço.
Magoa a mágoa de outrem
Mas sem respirar,
O vazio contorna-me as linhas do passado.
Não fujo.
Vou-me apenas embora até não voltares.
J - 2010

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