Onde estão os símbolos?
E as imagens que nos fazem guiar e acreditar?
Parece que no mundo actual,
Perdemo-nos em antiguidades que fingimos não ver.
Tento reorganizar-me.
Sou como um símbolo sacrificado
E alterado pelos sabores do tempo.
A minha identidade é moldável
Consoante o tempo em que cresci.
As vidas vão passando e os sinais mutam-se.
Segredos que deixam de o ser.
Histórias imaginárias que nos desiludem.
Assim talvez seja a condição do Amor.
Com a idade,
Também muda em caminhos que não são reconhecidos.
Cresci.
Mas vale a pena mudar o que nos agrada?
Será que o sonho é apenas deixar a inocência
E libertar para voos que nos fazem cair?
Recordo-me apenas,
“O Amor é para os fracos”.
Riposto.
O Amor sentido, é a visualização para as mudanças do futuro.
J - 2010

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