Desfalece corroído na luta final.
A visão futura turva mas destinada.
A certeza do final ao cair do pano.
Atira a toalha que teima a não cair.
Flutua na vida o ácido.
Enternece-se com o doce sabor de dever cumprido.
Nas brumas se vê a luz de uma vela
Que não apaga.
-
Escorre uma lágrima
Sentindo o calor matinal.
Ameno.
O brilho é sentido e contido.
Entranha-se pelo corpo dorido.
-
Paz temporária
Ao som do mar imaginado.
Dor que se prolonga
Que se deixa de sentir.
Uma brisa dos infernos
Ao sabor dos céus.
A secura entranha-se na língua
O som perdido no horizonte
O branco negro de uma ida.
-
De bichos intrusos se come as entranhas de um ser
Gritos mudos e olhos brilhantes se perdem no infinito.
Adeus e até sempre.
J – 2007

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