Destes campos amarelos e negros
Surgem laivos verdes com a marca das tuas pegadas.
Da fonte seca,
Fugiu a tua saliva que nasce na serra.
Deito-me no chão
Olho o céu cinzento que brilha para cima.
Da terra apenas sinto o silêncio
E sinto o sabor da vida.
Tu nasces das flores que encantas
Suas cores são minhas bochechas
Ruborizam com a tua aura emanada.
Em campos que renascem
A vida é tua.
Quero-te colher
E recolho-me.
Atravesso o deserto ao não te ver
Poderás ser oásis que não quero reconhecer.
Cabelos de fogo que me ardem no peito
E o sorriso esse benfeitor,
Sugador de alma e delator.
J - 2010

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