quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fogo

Destes campos amarelos e negros
Surgem laivos verdes com a marca das tuas pegadas.
Da fonte seca,
Fugiu a tua saliva que nasce na serra.
Deito-me no chão
Olho o céu cinzento que brilha para cima.

Da terra apenas sinto o silêncio
E sinto o sabor da vida.
Tu nasces das flores que encantas
Suas cores são minhas bochechas
Ruborizam com a tua aura emanada.
Em campos que renascem
A vida é tua.

Quero-te colher
E recolho-me.
Atravesso o deserto ao não te ver
Poderás ser oásis que não quero reconhecer.
Cabelos de fogo que me ardem no peito
E o sorriso esse benfeitor,
Sugador de alma e delator.

J - 2010


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