Oiço o mar de sangue
Vai e vem.
Bate na rocha e no barco naufragado.
O céu negro silencia o ambiente,
A lua em bico atravessa e despedaça.
As músicas melancólicas,
Acompanham lençóis suados
E recordam o passado.
Apenas uma luz me alenta as mãos
Mas fecho os olhos para te sentir a tocar.
O sorriso apenas passou por mim,
Não se transformou num lago.
Olho o reflexo e vejo-me sozinho.
Abro os braços
O sangue pisado é o castigo merecido.
Danço sozinho.
Bailo à beira do precipício
De olhos bem fechados.
Oiço as pedras no sentido do Amor
Despedaçadas na frieza.
Sento-me no sangue.
Espero pela voz
Pelo toque.
Pelas asas envoltas numa espada
E a estrela que não se apagou.
J - 2010

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