Quero atirar este copo de cristal ao mar
Ser levado sem destino.
As vozes longínquas são abafadas
Travadas pelo pensamento.
Olho para o sol.
Tudo parece difícil.
Vou abalar e não mostrar fraqueza
Quero silenciar-me
O impossível afinal não é linear.
Quero esperar.
A delicadeza parece que apareceu.
Não fui capaz de combater tamanha arma
Quis tomar o belicismo defensivo
É prioridade assente.
O teu sorriso matou-me.
J - 2010

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