Grita lá no alto do monte,
Um homem de dor e sofrimento.
Sente falta da batida do coração que o aquecia
Naquelas noites frias...
A revolta daquele grito, contrastava com a ternura de quem via de fora.
Ninguém poderia compreender o sentimento.
Olhos esbugalhados e assustados com a falta de Amor.
Fino corte,
Profundo coração.
O sangue derrama sobre o monte...
A dor desaparece num último suspiro de Amor.
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Voando sobre o monte,
A carne morta é devorada.
A fusão entre a carne e a terra decorre lentamente.
A união de duas pessoas é imediata.
Devoram-se de amor.
E também assim vão voando.
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Ele dá a mão e ela seu coração.
Juntos do precipício olham para o céu.
Voam livremente.
Querem morrer juntos...
No entanto, para isso têm de viver uma vida inteira.
A vida é como um precipício.
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De queda livre se aparece no mundo.
Num instante se aprende a sobreviver.
De repente, se cresce.
Num ínfimo momento se ama.
De um momento para o outro se morre.
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Num papel se escreve.
Todos os dias temos um papel perante a sociedade.
Num papel se pede o mundo.
Num papel temos a nossa vida.
Num livro reunimos a nossa vida e indicamos a nossa morte.
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Chora lá no monte ainda em sangue.
Embrulhado em lençóis e água.
Liberta um choro
Corta-se o cordão da união
É assim a vida.
Liberta-se de uma pessoa e procura-se por outra que nos dê o mesmo conforto.
Sente a realidade do mundo e o frio que ele tem.
Abraça-o,
Porque nasce-se a chorar.
Vive-se a rir.
Morre-se como se nasceu.

1 comentário:
"O amor não é aquilo que queremos sentir... é aquilo que sentimos sem querer" Lá dizia o boneco :)
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