Quero escadas de facas,
Sentar-me-ei nelas todas.
Quero poltronas de silvas que me entranhem na carne,
Um mar salgado que me queime a pele,
Um sol tórrido que me deixe sem mexer,
Rosas belas e espinhosas,
Um espelho que me atravesse o ego,
Pisar um belo tapete de brasas,
Quero lavar o meu vidro com tesouras,
Levitar sobre a árvore mais bela
Queimando o meu pescoço.
Quero e desejo...
Na velocidade alucinante,
Saber qual o gosto do vidro cortante na língua.
Serei apenas mais uma flôr no jardim.
Sentar-me-ei nelas todas.
Quero poltronas de silvas que me entranhem na carne,
Um mar salgado que me queime a pele,
Um sol tórrido que me deixe sem mexer,
Rosas belas e espinhosas,
Um espelho que me atravesse o ego,
Pisar um belo tapete de brasas,
Quero lavar o meu vidro com tesouras,
Levitar sobre a árvore mais bela
Queimando o meu pescoço.
Quero e desejo...
Na velocidade alucinante,
Saber qual o gosto do vidro cortante na língua.
Serei apenas mais uma flôr no jardim.
Quero saber como é a queda de um anjo.
J - 2010

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