segunda-feira, 12 de abril de 2010

Não Sei

Sabes?
Ninguém sabe senão tu.
Conheces-me pelo olhar
E sem nada falar
Abraças-me.
Achas que a falsidade é amiga?
Sei quanto rico sou
Por te ter.
Duvidas do meu sentimento,
Exasperas a minha carência,
Mas sei que o teu toque é real.

A vida não é fácil.
Nada de novo a quem pensa um pouco.
Ideia iluminada,
A quem se senta num banco do jardim.
O vento é a voz da consciência.
De momento, agita-se ferozmente
E com a doçura do passado.
A direcção alheia,
Demonstra a confusão espelhada de um sonho
Que rapidamente se torna pesadelo.

Não quero abrir os olhos.
Quero sentir o teu conforto.
A saudade arrelia-me e aperta-me o peito.
Sinto-me bloqueado, sufocado e inerte nesta luta.
Sei qual o resultado
Ainda assim, lutarei mais p’lo o que o coração acredita.

As promessas vãs,
Desvanecem ao pensar no teu toque.
Tenho saudades do teu cheiro.
É doce e faz o vento parecer o motor do mundo.
Quero senti-lo, em qualquer parte dos céus.
Faz-me acordar.
Sinto-me preso noutro pesadelo.

As linhas são fluídas,
Assim como a minha dor.
Quero estar e lamber o mar…
O sal do teu corpo, que me recorda a paixão.

Iludo-me.
Volto para o meu mundo.
Observo tudo da janela,
Não me quero voltar a magoar.

J - 2010


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