Nesta noite tempestuosa,
Chamo-te.
Demonstras a minha revolta,
Para que a bonança apareça novamente.
Quero zarpar até ao infinito,
Ao poço que domina os meus pensamentos.
Sinto-me a afogar em tamanho buraco,
Que o destino me traçou em motivos de tambor.
De uma semente conservada,
Surge a esperança de uma alternativa.
Olho para todos os caminhos invisíveis
E esbato a tinta em pinceladas brancas,
Na mais clara parede que segura o céu.
Os gritos de revolta,
Espalham-se pelo mar, montes e vales.
Ecoa como um desespero de romantismo,
Em querer que o silêncio seja ouvido.
A chuva que cai,
Arranha-me a pele que se esfrega na areia rebelde.
Vejo no mar, uma fuga de energia,
Que no olhar vazio se perde.
Os raios caiem sobre a minha pele,
Entrego a energia aos céus.
Sinto-me em letargia.
Não me quero mover, não quero ver e nem sequer ouvir.
Mas a lágrima que corre,
É apenas porque te quero sentir.
J - 2010

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