Tão perfeito que sou...
Mas o que tenho?
Vejo apenas rosas do deserto na minha frente.
Queimam-me as mãos no meu toque suave.
Tudo se transforma na areia mais fina,
E escapa-se por entre os poros da terra firme.
Renuncio a minha vida,
Pois não é isto que me leva a querer viver.
Perturbado pelo pesadelo mais próximo,
Não quero mais conhecer o futuro.
Deito-me e acendo uma vela bem perto da cama,
Para que sufoque pela luz que me guia.
Tanto cuidado em pisar em solo firme
Para que a água deite tudo a perder.
Quero fugir, saltar e pontapear no destino
Esse maldito que tende a fugir-me das mãos.
Sinto-me penoso,
Sem alma.
Vou acampar no gelo e quero por lá ficar.
Quero gelar o meu coração
E deixar de ouvir a sua batida lentamente.
Mergulharei no mar mais gélido,
Cair inerte no fundo do oceano
E serei mais útil ao alimentar uma fauna.
Não consigo mais respirar,
Sinto-me bloqueado e travado pelo frio.
Quero vomitar e tapar os pequenos espaços que ainda respiro.
Quero envenenar-me comigo próprio.
Levar com o que cuspi e sentir o fogo a aniquilar-me.
O fumo que deito dos pés,
Será apenas o queimar da raíz,
Exactamente por onde se deve começar.
Sonho que vôo e que as asas se quedam a meio...
Grito.
Não com medo de cair,
Mas libertando um último suspiro que não seja ouvido por ninguém!
Ficarei sempre presente.
Não fujo porque morri.
Fujo porque nasci de novo.
Mas o que tenho?
Vejo apenas rosas do deserto na minha frente.
Queimam-me as mãos no meu toque suave.
Tudo se transforma na areia mais fina,
E escapa-se por entre os poros da terra firme.
Renuncio a minha vida,
Pois não é isto que me leva a querer viver.
Perturbado pelo pesadelo mais próximo,
Não quero mais conhecer o futuro.
Deito-me e acendo uma vela bem perto da cama,
Para que sufoque pela luz que me guia.
Tanto cuidado em pisar em solo firme
Para que a água deite tudo a perder.
Quero fugir, saltar e pontapear no destino
Esse maldito que tende a fugir-me das mãos.
Sinto-me penoso,
Sem alma.
Vou acampar no gelo e quero por lá ficar.
Quero gelar o meu coração
E deixar de ouvir a sua batida lentamente.
Mergulharei no mar mais gélido,
Cair inerte no fundo do oceano
E serei mais útil ao alimentar uma fauna.
Não consigo mais respirar,
Sinto-me bloqueado e travado pelo frio.
Quero vomitar e tapar os pequenos espaços que ainda respiro.
Quero envenenar-me comigo próprio.
Levar com o que cuspi e sentir o fogo a aniquilar-me.
O fumo que deito dos pés,
Será apenas o queimar da raíz,
Exactamente por onde se deve começar.
Sonho que vôo e que as asas se quedam a meio...
Grito.
Não com medo de cair,
Mas libertando um último suspiro que não seja ouvido por ninguém!
Ficarei sempre presente.
Não fujo porque morri.
Fujo porque nasci de novo.
J - 2010

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