domingo, 18 de abril de 2010

Desilusões Iludidas

Deformo-me para o mundo
Olho pela lua como se fosse uma janela
E lá estás tu, debruçada no parapeito.
O meu estômago encolhe ao ver-te,
E mesmo tentando controlar o meu desejo,
Vejo-me pequeno perante o sentimento.

Distancio-me pelas dunas.
Deito-me e observo as estrelas.
São pontos mais pequenos mas, de referência.
Contudo, és a minha lua,
Terás sempre as tuas fases.
Serás sempre cheia.
Preenches-me o coração,
Mesmo que seja em vão.

Permaneço neste vazio
Submerso em harmonia.
O sentimento mesmo que não exista,
Faz-me querer viver.
Quero-te como minha protegida.
Mesmo que não me ames,
Quero conquistar a tua confiança.

Por mim viverás uma eternidade.
Plena de saúde e alegria.
Serás a bela nascente de um rio vigoroso,
A fortuna de quem por ti passar.

Alheio à vida,
Sinto que o meu tempo, vai sempre chegar.
Limitar-me-ei a vivê-la.
Reúno todo o carisma que me foi dado
E oferecerei em dobro.
Eventualmente, nada é ao acaso.
Respiro.
Cheiro-te.
É assim que quero acordar todos os dias.

J - 2010


Sem comentários:

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.