quarta-feira, 14 de abril de 2010

Prisão

Levanto o rosto
E não quero acreditar.
Mais um longo dia para desbravar.
Crispa-me a espinha dentro do ódio matinal,
Eu quero é gritar!

Olho em volta e ainda não sinto calor.
Quero fugir!
Onde está a ternura do nascimento?
Quero nascer de novo!

Só faltam grades e correntes no meu mundo,
Para que exista na realidade o que sinto.
Movo-me em câmara lenta
Não quero ser ouvido.
Quase não respiro e vou sufocar.
Tudo quando menos esperar
E vou-me libertar!

No dia que desaparecer,
O destino me irá marcar.
Mas seja de noite ou de dia,
O que vou ver é o mar
E a esperança renascerá.

J - 2010


Sem comentários:

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.