Levanto o rosto
E não quero acreditar.
Mais um longo dia para desbravar.
Crispa-me a espinha dentro do ódio matinal,
Eu quero é gritar!
Olho em volta e ainda não sinto calor.
Quero fugir!
Onde está a ternura do nascimento?
Quero nascer de novo!
Só faltam grades e correntes no meu mundo,
Para que exista na realidade o que sinto.
Movo-me em câmara lenta
Não quero ser ouvido.
Quase não respiro e vou sufocar.
Tudo quando menos esperar
E vou-me libertar!
No dia que desaparecer,
O destino me irá marcar.
Mas seja de noite ou de dia,
O que vou ver é o mar
E a esperança renascerá.
J - 2010

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