Não sei o que promovo,
Mas estou aqui, inerte, a observar-te.
Tento mais uma vez compreender-te.
Nunca te vou ver,
Estás dentro de mim e comandas a minha vida.
És um pedaço de tecido,
Ocultas-me e expões-me ao mundo.
Fazes-me feridas perigosas
E dos traumas me guio para coisa nenhuma.
Sinto apenas dor,
Aquela que não vejo ou apenas não quero ver.
Cerro-me em quatro paredes.
Tanto me faz se me gelam ou se me fazem arder,
No inferno já eu me encontro e não tenho nada a temer.
Pior?
Só não arriscar. Tenho que ter a coragem de um cego,
Dar passos sem os ver.
Mergulho na multidão e alguém me vai ver.
J- 2010

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