Que desespero me assola.
É um cansaço que arde os olhos e a mente.
Verdadeiramente, quero fugir para uma fantasia,
Com cores vivas e de encantos que embalam.
Sentir nas veias as cordas a vibrar,
A tremelicar com os sons mais puros
E voar por pensamentos que me urgem
Numa viagem alucinante, que o dia-a-dia representa.
É vertiginoso os caminhos que se percorrem,
Com pensamentos que nos dominam em medos.
Sensações que deterioram a sanidade
E fazem querer percorrer longos e frios corredores,
De um mármore, que me recorda o coração ferido.
Em tons dourados vou sonhando.
Pego nas rédeas e entro no meu pranto.
Quero acalmar como uma noite de luar.
Deixar-me embalar em músicas de magia
E intervir apenas quando me sentir completo.
Necessito de acordar deste pesadelo que me sufoca,
Palmilhar calmamente por caminhos sadios.
Preciso de abrir as velas ao vento
E vaguear por aí.
Vou-me alimentar da minha loucura.
Serei fiel ao destino que me reserva,
Mas lutarei sempre, sobre o mundo que me pesa nos ombros.
J - 2010

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