Sinto secura na dor.
A vida está repleta de dificuldades
Mas até me sinto forte.
A indiferença da reacção,
Contrasta com as explosões internas
Que ocorrem no núcleo.
Sirvo qualquer pessoa.
Não vejo ódio.
Mas a injustiça mexe com o meu corpo.
Quero dedicar-me à vida.
Ser útil a quem me é útil.
Assignar-me a um desejo que continua esquecido.
Quero esquecer tudo.
Não saber do meu passado e começar do zero.
Ver a vida com outros olhos
E perder os receios que me limitam.
Quero saber quando e onde não devo estar.
É a tranquilidade a fugir,
Quando o coração bate mais forte.
Quero perder esta sede,
Pois já não sei onde vou bebericar a necessidade.
J - 2010

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