Como te odeio…
Odeio-me!
Foge da minha vida seu espírito maligno.
Apenas me estragas a minha carne.
Não compreendes?
Não sabes realmente agir sobre mim.
Fiz-te mal?
Ficas tão diferente quando não sabes o que fazer comigo.
Magoas-me!
Sei que posso não te merecer,
Mas mereço ser tramado com tamanha trapaça?
Oiço gritos de ódio na minha cabeça.
O cansaço domina sobre o meu cansaço
E já não sei para onde me virar.
Dói-me a cabeça.
És tão confusa como a confusão que transborda no meu cérebro.
Lentamente matas-me.
Sei que não notas,
Será uma devolução ao mar daquilo que te ofereceram.
Não sou especial.
Sou ninguém.
Ingenuamente enganado pelo sentimento.
Deixo que as chamas me devorem,
Quero ser pó.
Não me respeitem depois de ser cinza,
Isso será hipocrisia.
J - 2010

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