Sirvo neste copo de servente
Um elixir de alegria
Na fonte da fortuna
Pela praça que perdura.
Olho nos céus,
Vejo teus olhos.
Semeas na visão
A suavidade do algodão.
Flutuo.
Sonho em saltos de cordeiro
E perante tamanha verdura,
Rebolo com o pensamento no céu.
Revejo uma roda.
Gira a cada pergunta
Respondo de forma aleatória
Com a roda viva da memória.
Sentido.
Aponto para todos os caminhos,
O destino correcto.
Vivendo hoje como se fosse amanhã.
Silencio-me.
Espero pela resposta correcta
Da respiração,
Seduzo-me pela afirmação de outrem.
Mas pelo perigo da aleatoriedade,
Eu defendo-me.
Sirvo outro copo.
Será meu.
J - 2010

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