Palavras magoadas
Do sonho desfeito
São pequenas quezílias
Que me arranham,
Que acidificam as feridas.
Os dedos decepados com que escrevo,
Dá a cor da tinta
À minha alma.
O desespero que me invade,
Transforma-se em silêncio.
A raiva é amiga do meu pesar.
É a companheira
Que me enfraquece o coração.
Torna-me díspar em relação ao universo
E faz-me vaguear nas ruas do pensamento,
Alheio ao que me rodeia,
Até porque a alegria,
Foi-me arrancada a ferros.
Oiço o meu coração
Fora do meu corpo.
J - 2010

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