O final de um violino
Que soa a sorte madrasta
De uma execução injusta,
Que revela os segredos
Jamais pensados,
Pela ignorância do povo.
O amor também mata,
Pois o ódio que lhe está próximo
Vive da raiva que o acompanha.
O lenço que cai sobre o sangue quente,
Mostra a frieza que reina na dicotomia.
Sob esta lua plena,
A escuridão acompanha a calma
Por vezes tão próxima,
Outras tão esquecida
A lágrima que corre no plano circular,
Cai sobre o lago
Silencioso,
Sereno,
Morto.
Arrepio-me a cada gota que cai
Um som absorto, inerte...
Que bate dentro do meu coração
Envenena-me.
Cada palavra,
Uma facada.
Abro os meus braços,
Mostro o meu peito,
Fico parado, à espera que tudo caia em cima.
Enfrentarei de frente.
Seco, amargurado e silencioso,
Será o grito da minha revolta.
Pararei o mundo,
Louco talvez?
Ainda assim, sonho.
Ficaram obscuros, negros e pesados
A criança fugiu, assim como o meu ser.
O sentimento sangra
Desvanece em lágrimas vermelhas,
Mutilo-me.
Deito-me nas pedras frias da noite,
Olho o céu,
Espero que me leve.
Crispa-me a espinha
Arde-me o estômago,
Mas sinto-me vazio na alma.
Apenas sou corpo
Fisicamente presente
Mas morto desde sempre.
Jogo a última peça do jogo.
O rei caiu.
O preto no branco do chão que piso
É apenas mais uma jogada na vida
Que só,
É impossível jogar.
Ditado um jogo está,
Quando não é mais do que uma vida encenada.
Abro portas ao meu teatro.
Espelho um sorriso para os espectadores,
Cansado,
Puxo do pano que termina.
Vermelho.
De veludo.
Abraço-me neste silêncio,
É um pecado falar.
Oiço o pó a passear pelo palco,
Espectadores, já não os há...
A vida assim termina
Num palco que ouvira
E de momento apenas chora,
Com a lua que cai,
Em busca da nova aurora.
Que soa a sorte madrasta
De uma execução injusta,
Que revela os segredos
Jamais pensados,
Pela ignorância do povo.
O amor também mata,
Pois o ódio que lhe está próximo
Vive da raiva que o acompanha.
O lenço que cai sobre o sangue quente,
Mostra a frieza que reina na dicotomia.
Sob esta lua plena,
A escuridão acompanha a calma
Por vezes tão próxima,
Outras tão esquecida
A lágrima que corre no plano circular,
Cai sobre o lago
Silencioso,
Sereno,
Morto.
Arrepio-me a cada gota que cai
Um som absorto, inerte...
Que bate dentro do meu coração
Envenena-me.
Cada palavra,
Uma facada.
Abro os meus braços,
Mostro o meu peito,
Fico parado, à espera que tudo caia em cima.
Enfrentarei de frente.
Seco, amargurado e silencioso,
Será o grito da minha revolta.
Pararei o mundo,
Louco talvez?
Ainda assim, sonho.
Ficaram obscuros, negros e pesados
A criança fugiu, assim como o meu ser.
O sentimento sangra
Desvanece em lágrimas vermelhas,
Mutilo-me.
Deito-me nas pedras frias da noite,
Olho o céu,
Espero que me leve.
Crispa-me a espinha
Arde-me o estômago,
Mas sinto-me vazio na alma.
Apenas sou corpo
Fisicamente presente
Mas morto desde sempre.
Jogo a última peça do jogo.
O rei caiu.
O preto no branco do chão que piso
É apenas mais uma jogada na vida
Que só,
É impossível jogar.
Ditado um jogo está,
Quando não é mais do que uma vida encenada.
Abro portas ao meu teatro.
Espelho um sorriso para os espectadores,
Cansado,
Puxo do pano que termina.
Vermelho.
De veludo.
Abraço-me neste silêncio,
É um pecado falar.
Oiço o pó a passear pelo palco,
Espectadores, já não os há...
A vida assim termina
Num palco que ouvira
E de momento apenas chora,
Com a lua que cai,
Em busca da nova aurora.
J - 2010

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