Deste ninho de espelhos,
Vejo a aurora do tempo.
Os cantos moribundos que oiço
Pertencem a esta planície,
Gemidos de magos, que outrora foram gigantes.
Deambulo perdido,
Por esse horizonte fora.
Recorro ao sol para pedir misericórdia
Escondo-me debaixo das nuvens negras
De um futuro que haveria sido promissor.
Viajo por entre músicas e alegres melodias.
Sons que espantam os seus fantasmas.
Salto, danço e inspiro com força.
Vejo nos céus, um infinito tamanho
Que tento abraçar, com os braços que me foram dados.
Recuso um retorno ao passado.
Já foi.
Não voltará a ser o que era.
Batidas fortes dos tambores,
Que me fazem pensar nas longas jornadas.
Desta terra que me escorre pelas mãos,
Vejo todos os segredos que pisei.
Que força perdurará no que semeio?
De risadas loucas, vem o choro que sente o medo a subir.
Voltarei, mas apenas para mim.
Vejo a aurora do tempo.
Os cantos moribundos que oiço
Pertencem a esta planície,
Gemidos de magos, que outrora foram gigantes.
Deambulo perdido,
Por esse horizonte fora.
Recorro ao sol para pedir misericórdia
Escondo-me debaixo das nuvens negras
De um futuro que haveria sido promissor.
Viajo por entre músicas e alegres melodias.
Sons que espantam os seus fantasmas.
Salto, danço e inspiro com força.
Vejo nos céus, um infinito tamanho
Que tento abraçar, com os braços que me foram dados.
Recuso um retorno ao passado.
Já foi.
Não voltará a ser o que era.
Batidas fortes dos tambores,
Que me fazem pensar nas longas jornadas.
Desta terra que me escorre pelas mãos,
Vejo todos os segredos que pisei.
Que força perdurará no que semeio?
De risadas loucas, vem o choro que sente o medo a subir.
Voltarei, mas apenas para mim.
J - 2010

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