Na verdade,
Eu não gosto de ninguém.
Sou apenas um romeiro
Vagueio pelas ruas,
Em busca de um sentimento.
Sinto-me perdido,
Mas redescubro-me
Em cada tentativa falhada.
As opções são remotas
E divago com as paredes
Que tão bem me compreendem.
Só.
Sinto-me desprovido.
A falta do teu calor,
Elucida-me o que quero ser.
E ter.
A vida solitária é boa
Mas o que é de mim,
Sem ti?
Sorrio quando te vejo
Mas a realidade,
É que a tua presença,
É um rio de alegria por onde passas.
Sinto-me encantado por ti.
Deixas-me encantar-te também?
Pego no teu sorriso
E guardo-o junto do meu peito.
Felicito-me por ouvi-lo.
Será o meu ar.
Um profundo suspiro de alívio.
Contagias-me.
J - 2010

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