Sedento de ti.
Quero atirar-me para ti,
Como um aglomerado de algodão.
Suaviza-me a pele com o teu sal.
Atiro-me para me lavar
Daquela angústia que me percorre nas veias.
Deixo de respirar até ficar azul,
Da tua cor.
Tu vens, mas voltas para mais um ciclo.
Deixas teu cheiro,
O som suave
E a alegria da vida que te rodeia.
Procuram-te,
Desabafam com o olhar
E perdem-se em ti.
Deixam-te a carga negativa.
A espuma que cura,
Que oxigena o nosso mundo,
Espalha-se pela areia moída
Das rochas resistentes da terra.
Tu que fluis por ordem incerta,
Serves de espaço para os seres
Tão especiais como tu.
És vagabunda da vida.
J - 2010

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