Rodeio-me de um desejo
A saudade de te ver de forma inocente.
Padeço da doença social mais obscura,
O ser adulto.
Parte da alegria passada,
Já não é mais vivida
Nem hoje,
Nem depois.
Sinto que a vontade de fugir,
Está associada à perda
Que se recusa a voltar.
A tinta escorre...
As cores alegres,
Substituem as cores escuras
E de um crescimento colorido,
Vem o negro da formalidade.
O fulgor, também já não desenvolve.
Tende-se a forçar,
Já que a vida pede que façamos os sacrifícios banais
Do dia-a-dia.
Enfandonho.
O percurso cinzento do afazer
Diário e que puxa para um fosso na vida.
A utopia percorre na minha mente.
Serei cruel,
Serei fiél,
Serei a vida de um louco?
Preservo a cândida flôr de Outono, na Primavera.
J - 2010

Sem comentários:
Enviar um comentário