Ansiedade que recusa a fugir,
Permanece deitado mesmo ao lado.
Não sei se quero ver o sol,
Se quero sair da cama porca com o meu suor.
Vejo a vida por uma caixa.
Apaga-me cada vez que a ligo.
Abstrai-me do mundo que vivo
E as coisas boas, apenas podem ser compradas.
Realizo uma vitória.
Descanso uma hora,
Mas vinte e três que ainda faltam.
O peso é grande.
A vida parece que entra em ciclos
E nada muda. Só o pano de fundo.
Lanço-me como dados.
Veremos se sai algo diferente.
Do azar não me livro
E da sorte também não.
Só o facto de viver,
O facto de jogar,
É uma sorte.
Vou sair da cama.
Sairei por este mundo à minha procura.
J - 2010

Sem comentários:
Enviar um comentário