segunda-feira, 17 de maio de 2010

Caminhos de Solidão

Que acção posso ter?
Sou apenas mais um,
Neste mundo das oportunidades.
A imaginação nunca pode ter fim
E mesmo o simples,
Pode transformar o sucesso.

Eu não procuro pódio. Eu não procuro altar.
Procuro-te apenas.
Quero sentir a paz espiritual
Cada vez que me olho ao espelho.
Não reconheço o traço que atravessa a visão.

Servirei num amargo vinho,
Um veneno que me come a entranha do meu ser.
Saboreio aquilo que parece a vitória,
Na derrota da pequenez humana.
Levemente, vou desejando.

Permito à minha mente,
A transformação real do meu peito,
Que apenas será um cérebro.
Movo-me entre rios de pensamento,
Sons do céu,
Encantos de sereia
E no fundo do mar,
Vou-me guardando como um icebergue interior.

Oculta-me a face e o olhar que tendem a atacar a fragilidade.
Contudo, o caminho apenas tem um sentido.
Independentemente da sua realização,
Será sempre em frente.
Mesmo que se vá olhando para trás,
A montanha está ultrapassada.
Agora resta chegar à outra.

J - 2010


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