Rodeio-me deste mundo morto
E velejo na água absorta.
O silêncio entranha-se na pele,
Respiro-o.
Não o esqueço.
Fujo!
Quero atirar-me para o infinito,
Viver o belo momento e esquecê-lo.
Quero vivê-lo constantemente.
Ganhar, perder e voltar a ganhar.
Quero enraivecer!
Quero cravar as unhas, no amanhã.
Vou explodir!
Eu sei que o farei.
Perderei os meus amigos.
Odiar-me-ão!
Depois posso voltar ao silêncio,
Com gritos de gaivota.
Vejo o brilho…
No fundo e bem centrado.
Será a nova cidade.
Percorro pé ante pé,
Devagar, para evitar armadilhas.
Silencio-me.
Quero-me enganar.
Espreito e oiço os gritos de outrora.
Sinto-me trucidado.
Quero vos ver.
Não sei como voltar.
Lamento pelos erros que cometi.
Ansiarei pela vossa chegada, neste porto de abrigo.
As cruzes subirão sob a água morta,
Serão os pilares que me agarrarão a esta terra.
Bebo a água que levará o meu corpo
E o sal que me enriquece,
Será o que me vai consumir.
J - 2010
E velejo na água absorta.
O silêncio entranha-se na pele,
Respiro-o.
Não o esqueço.
Fujo!
Quero atirar-me para o infinito,
Viver o belo momento e esquecê-lo.
Quero vivê-lo constantemente.
Ganhar, perder e voltar a ganhar.
Quero enraivecer!
Quero cravar as unhas, no amanhã.
Vou explodir!
Eu sei que o farei.
Perderei os meus amigos.
Odiar-me-ão!
Depois posso voltar ao silêncio,
Com gritos de gaivota.
Vejo o brilho…
No fundo e bem centrado.
Será a nova cidade.
Percorro pé ante pé,
Devagar, para evitar armadilhas.
Silencio-me.
Quero-me enganar.
Espreito e oiço os gritos de outrora.
Sinto-me trucidado.
Quero vos ver.
Não sei como voltar.
Lamento pelos erros que cometi.
Ansiarei pela vossa chegada, neste porto de abrigo.
As cruzes subirão sob a água morta,
Serão os pilares que me agarrarão a esta terra.
Bebo a água que levará o meu corpo
E o sal que me enriquece,
Será o que me vai consumir.
J - 2010

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