De que sonhos saí eu?
Sinto o aleatório sentimento de quem me ama.
Não quero uma postura desconcertante
Sem que sinta o equilíbrio.
Quero viver e ser vivido.
Não quero morrer esquecido
Mas também não quero esquecer de morrer.
Sinto diferenças a abundarem em mim.
O pecado apoderou-se da fragilidade.
Levianamente pereço sem sentido.
Vou esmorecendo como carne fétida.
Como um diabo no corpo.
Do erro quero fazer certezas
E chegar à minha torre de Babel
O marfim que não seja manchado pelo sangue.
Mudei.
Se não for para melhor,
Que seja ao menos para me agradar.
J - 2010

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