Desejo calar-me.
Não quero referir o meu sentimento.
Afogo-te nas minhas palavras constantemente
E apesar de saberes que não é por maldade,
Tendes a afastar-te.
Sem os contornos da tua silhueta
As minhas mãos são vazias.
Não são mãos de semear.
Recordo-me todos os instantes.
Agradáveis vibrações de um tempo que já passou.
Quero voltar à permissão de um olhar.
Talvez de um beijo.
Quero voltar a reconhecer o teu corpo
Sentir o fogo flamejante a circular no meu sangue.
Estou sedento.
Quero sorver a saliva que troco com carícia.
Fantasia.
Libertas-me de todos os preconceitos.
Fazes-me pensar no que é o amor.
Mesmo que isto não o seja,
É a ti que me estou a apegar.
J - 2010

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