Segura-me a mão.
Aperta-a com força!
Sinto um buraco no peito e me engole.
Turbilhão de respeito
As nuvens que me consomem.
O Sol fugiu.
Não entendo.
Sinto-me vazio...
Um barco sem velas ou motor.
Quero voar num mar obscuro e apenas me reservar.
Sinto o Inverno a entrar-me nas veias.
Arrepia-me o sentimento de saudade
E de um longo pesar que me acompanha.
As lágrimas saem… Escorrem…
Mas não lavam a face.
Sinto-me deambulante
Estou a enjoar de um jogo sem fim.
Salta-me o estômago e percebo que me perdi.
Não quero o medo de quem naufragou,
Mas sim a coragem da vida que não se apaga.
Atiro.
Parto.
Revolto-me com um grito
E oiço o silêncio.
Levanto-me do divã.
Saio pela porta que me matou.
J - 2010

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