Pego na rosa pelo espinho.
À velocidade diabólica emprenha-se no meu sangue
Sinto um frio arrepiante
E o veneno enegrece-me os dedos.
Provo do copo e acabo por beber do jarro.
Devora-me.
Quero sentir o teu corpo no meu.
Une-te comigo pelos sabores que já não sinto.
Vejo que toda a doçura, é o doce pecado.
Mas não me importo de pecar contigo.
Sentir o teu cheiro de rosa e amoras silvestres,
Espetar os meus dedos em dentes de cobra
Quero sentir-me alucinado pela tua droga.
Sentirei os teus fantasmas nos meus ossos.
O calor será inconfundível.
Ele é tão teu…
Abro os meus braços,
Respiro fundo.
Mergulho nos meus sonos mais profundos
E deixo-me levar pelo remoinho…
Se deste turbilhão eu sair,
Será a ti que te vou beijar.
Porque neste tempo todo,
O que mudou, foi a força que se ganhou.
J - 2010

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